Frio que Vale a Pena

Frio que Vale a Pena
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Frio que Vale a Pena

Lá fora nevava, primeiro dia de toda a viagem que enfim só se via branco por toda a cidade. Bariloche é um lugar diferente, frio, nada parecido com o Brasil. As casas em sua maioria são de madeira e é impossível dormir sem um quilo de cobertas, ou no mínimo um aquecedor, ao contrário de onde eu vim, que mesmo no frio, uma cobertinha de nada já basta. Uma brasileira de vinte anos perdida no meio de tanta neve.

Neste dia único da viagem, escolhi deixar de lado as pistas de esqui e preferi andar pela cidade, passear pelas ruas, ver se encontrava alguém interessante, já que nas pistas era difícil diferenciar as pessoas. Todas vestidas até em cima com casacos e óculos enormes, silhueta era algo difícil de se diferenciar, classificaria quase todas como: silhuetas de jaqueta. Para falar a verdade, acordei bem tarde e quando sai de casa já se passava das 18h, portanto a maioria dos lugares estava cheio. Pessoas tomando chocolate quente, bebendo cervejas e chopes artesanais para se esquentarem.

Foi em uma das ruas principais da cidade, que dava logo na praça central, que uma moça me convidou para entrar em um dos cafés. Era uma das garçonetes que estava fora do recinto, no frio, convidando os clientes a entrarem e comerem um churro que expuseram na vitrine e que parecia delicioso. Metade por compaixão e metade pela fome, atraída pelo doce, entrei e me sentei ao canto, no fundo da sala, posta a observar as pessoas. Meu intuito era achar alguém um tanto quanto atraente. E assim que fui atendida, eu encontrei esse alguém: loira, não muito alta, nem muito baixa, a estatura ideal para a mulher mais formosa de todos os lugares que já havia visitado. Ela estava com um avental preto, cabelos presos em trança e me perguntava o que iria beber ou comer. Meu pensamento na hora era dizer: você, mas me contive e me contentei em pedir um chocolate e aquele belíssimo doce exposto, que me fizera, agora com maior satisfação, entrar no pequeno lugar.

Fiquei lá horas e horas, pensando em como conseguir falar com ela sem a formalidade dirigida a um cliente. Pensei em anotar no guardanapo e dar a ela meu número, mas achei que seria clichê demais e acabaria ficando sentada, na noite solitária, esperando o telefonema que jamais viria. Escutei por fim, dela e das outras moças que atendiam: dali iriam para um bar, beber um pouco e descontrair. Foi a minha deixa, decidi por esperá-la sair e assim que tivesse oportunidade puxaria papo. Pensei até em segui-las no bar, mas não foi necessário. Logo depois de minhas decisões, recebo em minha mesa mais um chocolate e em baixo do copo estava grudado um guardanapo branco, manchado de azul. Retirei-o do fundo do copo e percebi que era uma mensagem. Apesar de borrado, consegui ler: “Percebi que está aqui há horas e não para de me olhar. Sairei às 22h. Se quiser, me espere na lateral da loja. Não deixem que te vejam.” E então me levantei, paguei, e fui embora.

Era 21h40 e eu estava sentada na loja em frente ao café, vendo o movimento ir acabando, as luzes se apagando, e nada daquela loira aparecer. Vários funcionários saíram e ela não aparecia. Deu 22h eu a vi saindo. Os cabelos ainda presos, mas agora estavam todos desgrenhados, de frente era difícil reconhecer o antigo penteado. Ela olhou para os lados, esperou e quase perdeu a esperança até que eu atravessei a rua em sua direção:

— Prazer, Rafaela.

— Manuela, mas pode me chamar de Manu — ela respondeu. Foi assim que a conheci.

Ficamos andando pelas ruas. A noite cada vez mais fria. Descobri que ela era brasileira também. Vivia há cinco anos na Argentina. Preferia o frio e gostava de esportes. Como já conhecia a cidade de viagens com a família, decidiu morar lá. Facilitou muito saber que falava português, apesar do pouco sotaque que havia pego. Decidi guiá-la pelo caminho do meu hotel.

Eu estava tendo calafrios. Ela dizia já estar acostumada, e permanecia bem. Mas eu congelava a cada vento que passava. Minha boca tinha cor roxa. Ao chegar, convidei-a para entrar. Ela negou, mas insisti com todo o meu charme, e ela cedeu. Logo no elevador já se criava aquele clima de tensão. Pelo lado dela pois não sabia que iria chegar a esse ponto logo que nos conhecemos, e eu estava aflita, ou melhor, cheia de tesão.

Meu quarto era o único sendo ocupado no andar inteiro, e era logo o último. Eu estava em um hotel básico, com um quarto e banheiro apenas, nada de muito luxo, porém confortável. Logo que entrei aquele ar quente já tomava meu corpo, o aquecedor ligado me trazia calor e eu tirava alguns quilos de casacos e calças que estavam em mim. Fiquei apenas com uma legging e uma camiseta um numero maior que o meu. Ela estava com um casaco grosso, mas logo o retirou. Na hora que a vi fazendo isso, mal consegui me controlar. Mas ver aquele corpo era simplesmente sensacional, suas curvas eram maravilhosas, a calça ainda escondia um pouco, mas só a blusinha, colada no corpo, já me enlouquecia, querendo-a mais e mais.

No frigobar do quarto havia um vinho que sobrara da noite passada. Bebemos um pouco. Ela ficava mais vermelha a cada gole de sua taça. Eu permanecia sóbria, apenas observando ela se soltar e ficar cada vez mais linda. À medida que percebia que eu a analisava profundamente, ela ficava mais vermelha de vergonha, o que a deixava ainda mais linda. E eu não pensava em mais nada além da mulher na minha frente.

Tínhamos mais ou menos a mesma idade. Eu, 22, e ela era um ano mais nova, então os assuntos rolavam com facilidade. Cada vez ficava um pouco mais alterada, e eu enlouquecia a cada gole dela. Até aquele momento em que não suportei. Ela estava muito perto de mim, focada em meus olhos verdes, pois havia se encantado. Disse que tinha grande paixão por olhos claros e então chegou mais perto. Eu segurei seu rosto e a beijei, um pouco desconfortável devido à pequena mesa que separava nossos corpos. Manu se surpreendeu, mas não negou o beijo, e vendo que a mesa a dificultava, veio ao meu lado. Eu estava sentada, ela, ainda me beijando, sentou no meu colo, me abraçou e pude sentir aqueles volumosos seios em meu peito. Como eu a queria, e agora ela me queria também.

Agarrei-a forte. Ela segurou em meu pescoço e eu me levantei, com ela no colo, andando em direção à cama. Ela parou de me beijar, com um olhar aflito, mas meu sussurro em seu ouvido foi suficiente para acalmá-la. Deitei-a devagar na cama. Percebia agora que estava sem sutiã, e seus rosados mamilos estavam aparentes, prontos para serem chupados a noite inteira. Eu a possuiria inteirinha para mim. Estar sem roupa íntima me deixou com um tesão enorme. Queria arrancar aquela camisa dela e lamber todo o seu corpo, mas ela agiu mais rápido. Com meus devaneios não percebi que ela tinha tirado a minha blusa, mas percebi que se excitou ao ver meu sutiã preto, básico, mas realçando meus seios. E com maior agilidade, eles foram deixados de lado, jogados no chão, junto com sua blusa que eu tinha tirado, nos beijávamos incessantemente enquanto nos despíamos e nos amávamos.

Assim que soltei seus cabelos, vi que eram enormes. Mergulhei de cara em seu peito, macio, volumoso, com os bicos eriçados e rosados. Eu a lambia e chupava sua parte de cima e ela gemia, gritava aos poucos, cada vez aumentando os intervalos. Eu a beijava; ela não se continha, começava logo a tirar minha calça e minha calcinha. Acariciava meu clitóris e eu enlouqueci, então chupei mais forte seus peitos macios. Retirei sua calça e peguei em sua bunda, e que bunda. Me surpreendi. Não era muito grande, nem muito pequena, era simplesmente perfeita. Eu a apertava, batia, e ela gemia mais forte.

Manter o controle estava difícil, eu delirava junto a ela. Ela colocou um dedo, depois dois, dento de mim, e ao mesmo tempo fazia carinho no meu clitóris. Eu enlouquecia, ela metia os dedos na minha vagina, e alcançava o melhor ponto, e fazia carinho lá, com fúria e deliciosamente. Eu gemia. Ela mordia meu pescoço. Eu a xingava e ela continuava metendo em mim. Desencostei dela e a coloquei em cima de mim. Chupei aqueles dois volumosos seios novamente. O tesão dentro dela aumentava. Acariciava seus mamilos, ela gemia forte e não se aguentou quando segurei suas pernas, agora em cima dela, e lambi sua buceta. Como aquele gosto era delicioso. O sabor do sexo dela me enfurecia. Ela gozou em minha boca e me beijou, fazendo-se provar do seu próprio gosto. Da mesma forma que me fizera chupar seu dedo cheio com meu sabor. Eu não parava. Acariciava com a língua seu clitóris, conseguia levemente penetrar sua vagina, lambendo-a e ela gozando em mim. Gozava sem parar, quase sem controle, um atrás do outro, e molhava, encharcava a cama, me fazia carinhos no cabelo (e puxava quando seu prazer era intenso), e eu permanecia lá no lugar até ela gozar de novo, e de novo, quase que desmaiando, mas ainda com forças, ao ponto de ela se virar e me chupar.

Então em um 69 voltei ao meu trabalho. Eu chupava sua buceta enquanto ela me lambia, me queria. Queria me comer, me ter inteira. Ela então saiu de baixo de mim me deitou. Abriu minhas pernas e começou a me chupar. Não resisti. Acertou no ponto exato. Espasmos passaram por todo o meu corpo e então gozei. Ela me lambia, provava do meu gosto e vinha me beijar. Chupava com força sugando meus lábios para sua boca, me fazendo gozar novamente. Fui até sua boca, deitando sobre seu corpo, não queria largá-la. Colocava meus dedos em sua vagina. Olhei seus peitos e os chupei. Ao mesmo tempo que a enlouquecia, metendo cada vez mais forte em sua vagina, acariciava lá dentro. Ela, sem resistir, acariciava meu clitóris na mesma velocidade em que eu a acariciava e mexia em seus peitos. Sem parar. Ela levantou minha cabeça e me beijou como ninguém nunca havia feito, era o prazer completo.

Acelerou o ritmo de seus dedos em meu clitóris e eu consequentemente aumentava em sua vagina, eu estava pronta e ela também. Retirei meus dedos, sentia que ela ia gozar. Ela também. Passei a acariciar seu clitóris e aumentamos a velocidade mutuamente. Gritamos, gememos e então gozamos, uma molhando a outra. Encharcando a cama. Ela subiu em cima de mim, me lambia nos lábios inferiores e chupava meus peitos. Eu gozava de novo e de novo, continuei a acariciá-la nos peitos e em seu sexo. Ela fazia o mesmo e nos beijamos forte. Aceleramos o ritmo e juntas berramos de prazer ao gozarmos juntas, uma na outra. O cheiro de sexo pairava no ar. Eu a tinha e ela me tinha. Querida Manu, sem forças, ficamos na cama por horas até ela dormir. Fui tomar banho e me deitei ao seu lado. A cama encharcada com nossos cheiros e maiores desejos. Estávamos vivas. Era a maior prova de tudo.

No dia seguinte, tomado seu banho, emprestei algumas roupas a minha companheira e a levei até o café, para então mais um dia de trabalho dela e para meu último dia de viagem. De volta ao hotel para fazer as malas.

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