Aula de Culinária

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Aula de Culinária
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É mesmo estranho como conseguimos encontrar pessoas interessantes em situações inusitadas. O cenário deste encontro foi, no mínimo, estranho. Era uma aula de culinária. Eu nunca havia fritado um ovo. No máximo fiz algumas garrafas de café. Mesmo assim consegui fazer bagunça e resolvi que era hora de começar a me virar neste território tão inóspito. Nunca entendi como as pessoas conseguiam extrair sabores de alimentos esquisitos, mas achava isso uma bruxaria interessante. E lá fui eu, me matricular em uma aula para iniciantes na cozinha.

A escola ficava em um local afastado do centro da cidade, em um galpão que antes funcionava como uma cozinha industrial. Atualmente a empresa mudou suas instalações e resolveu aproveitar este espaço para dar cursos, utilizando seus produtos. É uma forma interessante de propaganda, pois sempre achamos que aquele produto é que é o “segredo do chef” e acabamos utilizando sempre o mesmo ingrediente em nossas receitas. Bom, pelo menos eu vejo as pessoas que cozinham agindo assim.

Chegando lá, tive vontade de voltar. Senti-me completamente fora do meu meio. Quase nunca havia ultrapassado o umbral da porta da cozinha. Sempre que me atrevia a seguir este caminho estranho para mim, escutava velhas recomendações: “olha lá, não vai botar fogo na cozinha”, ou “você aqui? Deve estar com muita fome ou precisando de alguma coisa importante” ou qualquer coisa que derrotasse qualquer tentativa de me aventurar naquele ambiente.

Para minha surpresa, tinha mais gente assim como eu na turma. Entre homens e, para minha surpresa, mulheres, havia muita gente que não conseguia distinguir simples vegetais e que achava uma grande conquista conseguir abrir uma lata de molho de tomates sem sujar a bancada. E ficamos ali, conversando sobre nossas experiências, ou inexperiências, depende do ponto de vista, até que chega a professora. Ela era baixa, esguia, cabelos castanhos e ondulados, vestida de branco, perfumada, lindo sorriso, mãos delicadas e firmes. Apresentou-se e logo pediu para ver nossas mãos. Senti-me como se estivesse voltando no tempo, quando minha professora escolar verificava se havíamos lavado as mãos antes do lanche. Ela foi pegando nossas mãos e examinando nossas unhas, anéis e coisas do tipo. Todas as mãos eram susceptíveis a comentários. Todos amáveis, mas tinha gente que precisava cortar as unhas, tinha gente que precisava tirar os anéis e tinha gente que… putz, que mãos macias ela tem! Segurou firme as minhas mãos, olhou aqui, olhou ali, abriu um sorriso, olhou diretamente nos meus olhos e disse: “você passou no primeiro teste!” Naquele momento, apertou de leve as minhas mãos como quem também tivesse gostado do toque, assim como eu gostei de ter aquelas mãos entre as minhas. Ela já havia chamado minha atenção ao entrar, mas logo após aquele primeiro toque, já comecei a vê-la com olhos mais aguçados do que aqueles que temos para simples professoras.

Ela era linda mesmo! Aquela roupa de chef escondia um pouco suas formas, mas dava para perceber que ela não fazia, nem de longe, o estilo daquelas “mamas” italianas que vemos em alguns programas sobre culinária. Seus cabelos estavam presos, mas era possível imaginar que chegariam até a altura dos ombros, pouco acima dos seios, quando soltos. E por falar em seios, aquela casaca de chef não permitia muito que eles aparecessem. Certamente não eram exageradamente grandes nem muito pequenos. Era magrinha, cintura era bem marcada e, como a calça era de um tecido leve, dava para ver que as pernas e a bunda eram muito bem torneadas! Comecei a gostar da aula! Nunca imaginei que a cozinha poderia ser um local interessante assim.

E a aula aconteceu como tinha de acontecer. Para dizer a verdade, não prestei muita atenção aos nomes dos temperos utilizados ou nas técnicas de corte das carnes. Eu estava mesmo era tentando imaginar como seria aquela professora sem aquela roupa de chef. Como seriam seus seios? E sua barriga? E suas pernas? Era depilada? O que ela poderia fazer comigo se eu tentasse alguma coisa? Faca na mão? Putz, eram muitas coisas para pensar além dos legumes e temperos. Aquele pescoço lindo era mais importante que a quantidade de sal na comida ou o tempo de cozimento do macarrão. Dava vontade de dar uns beijos ali o tempo todo, mordiscando e dizendo bobagens ao pé do ouvido.

Chovia para caramba naquela noite. Acho que também tinha um jogo de futebol, ou algo assim. Sei que logo que acabou a aula, o povo saiu correndo, como saem os alunos de uma faculdade nas sextas feiras à noite. Rapidamente arrumaram suas coisas e foram embora. Quando percebemos, estávamos sozinhos na cozinha. Quis ser amável e me ofereci para ajudar a limpar as coisas que sujamos naquela noite. Ela aceitou sem nenhuma menção de fazer jogo duro. Havia umas panelas grandes e ela tinha de deixar tudo pronto para o dia seguinte. Tá bom, vai começando aí, que eu vou tirar esta roupa quente de cozinheira e volto para finalizar o processo.
Trouxa! Foi o que eu pensei sobre mim mesmo naquela hora. Ela vai demorar no banheiro e eu vou lavar tudo isso sozinho! Bom, já que eu tinha mesmo de esperar a chuva passar, fui fazer minhas tarefas enquanto esperava. Eis que ela volta! Não demorou quase nada, foi realmente o tempo de mudar de roupa. Mas agora, ela não era uma chef de cozinha. Ela era realmente bonita e era daquele tipo falsa magra, que engana de roupa, mas quando se mostra dá um tesão danado. Estava de saia curta, que deixava suas lindas pernas à mostra e com uma blusa que não escondia o umbigo. Realmente as pernas eram bem torneadas e branquinhas. Dava para ver sua barriguinha bem desenhada. Estava de chinelos, mostrando seus pés delicados e usava um avental por cima da roupa. Só que não era um simples avental, havia a estampa de uma mulher de cinta-liga nele. Ela olhou para mim, viu que eu fixava meu olhar na figura e disse:

— Ah, eu pensei que não ia ter ninguém aqui quando acabasse a aula e trouxe este avental mesmo. Não fique chateado!

Chateado? Lógico que não ficaria chateado. Ela estava linda, ainda podia sentir seu perfume, mesmo com o cheiro da comida ainda no ar. Era deliciosa e estava usando um avental sexy. Como ficar chateado com isso? Só poderia ser melhor se, em vez de usar avental, ela mesma estivesse com aquela cinta-liga.

— Não tem problemas! Este avental fica muito bem em você! — Foi a coisa mais inteligente que consegui falar na hora. Senti-me um pouco bobo, mas ela sorriu.

— Olha, você está molhando sua roupa. Eu tenho outro avental lá dentro, mas é o par desse. Ganhei de uma amiga que disse que deveria usar quando estivesse cozinhando com meu namorado.

— Você tem namorado?

— Não, para quando eu tiver um!

— Tudo bem, pode trazer. Não ligo! Afinal, estamos só nós dois aqui. Ninguém vai me ver de avental sexy.

E ela trouxe o par. Pensei que fosse outra mulher, mas era a figura de um corpo masculino nu. Coloquei por cima da roupa que estava usando, mas não consegui parar de rir. A situação era, no mínimo, cômica: eu e aquela gata ali na cozinha, com dois aventais que “mostravam” nossos corpos, falando sobre comidas. Não seria melhor mostrarmos logo nossos corpos em vez de insinuarmos com aqueles aventais? Nunca me vi numa situação como aquela, fiquei tenso no começo, mas resolvi relaxar e curtir o momento. Fiquei imaginando como seria ela só de avental, ou melhor, sem nada, nem avental. Comecei a ficar de pau duro logo ali, mas tentei me concentrar no que estava fazendo. Afinal, ela era minha professora de culinária. Eu deveria pensar em comer as coisas que ela fazia, não em comer a professora, apesar de este segundo pensamento não sair da minha cabeça.

Enquanto lavávamos as coisas, respingava uma espuma aqui, outra ali. Começamos a brincar de molhar um ao outro. De início era só um pouquinho, mas fomos começando a gostar da brincadeira e fomos perdendo a timidez. Foi quando ela, de salto, perguntou-me se eu gostava de vinho.

— Tem umas garrafas aqui que usamos para cozinhar alguns pratos mais requintados.

E a garrafa foi aberta! É impressionante como o vinho une as pessoas. Em pouco tempo nem nos lembrávamos mais das panelas e já conversávamos sobre nossas vidas. E como diziam os romanos, in vino veritas! Começamos a falar de coisas mais íntimas até que chegamos em fantasias sexuais. Fazer o que? Chovia a cântaros, estávamos ali sozinhos, o vinho era bom, a companhia excelente. Não dava para ser diferente. Quando começamos a falar de sexo, achei um morango que estava perdido por ali e coloquei em sua boca. Ela simplesmente o segurou entre os dentes e me olhou com aquele olhar de cadela no cio, de femme fatale, aquele olhar hipnótico que paralisa nossos pensamentos. Dei logo um longo beijo em sua boca e ela correspondeu. Simplesmente não dava para evitar. Um beijo daqueles, com gosto de morango, chuva lá fora e vinho aqui dentro, em pouco tempo estávamos nus.

Seu corpo era lindo. Seios duros e naturais. Ah, seios naturais, como são gostosos os peitos feitos pela natureza! Derramei um pouco do vinho em seu corpo. Ele determinou o caminho que minha língua seguiria. Uma gota desceu até os seios. Comecei a beijá-los com carinho, passando minhas mãos pelo seu corpo. Outra parou em seu umbigo. Será que o vinho lê nossos pensamentos? Acompanhei a gota e senti sua pele se arrepiando ao toque da minha língua quente. Tomei o pouco de vinho naquele cálice natural, que parecia ter sido esculpido justamente para este fim. Adoro tomar vinho na barriga das mulheres! Ela também não perdia tempo. Com a mão direita acariciava meu pau e minhas bolas, e com a outra, despenteava meu cabelo. E nos beijávamos, eu chupava seus seios ela acariciava meu pau e a coisa foi acontecendo. Virei de costas, coloquei suas mãos sobre a mesa e dei logo um tapa na bunda. E por falar naquela bunda, que que era aquilo?!? Durinha, redonda, convidativa! Era o tipo de bunda que te olha, te encara e te chama. Passei a língua em suas costas e ela se virou de novo!

— Chupa! Antes de me comer, me chupa! Eu fico louca quando sinto uma língua quente explorando minha buceta. Me chupa logo!

Chupei e escutei uns gemidos! Era depiladinha, lindinha. Aquela bucetinha rosa, que se fecha dentro dos grandes lábios e só se abre quando não aguenta mais se segurar de tanto tesão. E ela se abria! É delicioso ver o desabrochar de uma buceta! Enquanto a chupava, brincava com seus seios. Eram rosados, cabiam na mão. Minha mão instintivamente procuravam seus peitos e sua bunda enquanto minha língua caminhava lentamente por aquela buceta quente e gostosa. Ela gozou ali mesmo!

— Agora é sua vez!

Mal acabei de falar, puxei-a pelos cabelos, levando sua boca de encontro ao meu pau. Como se ela tivesse ensaiado este movimento, ela passou a mão na vasilha de sobremesa que ainda estava por ali e, num relance, besuntou meu pau com o creme da sobremesa. Sem perder a naturalidade do movimento, no mesmo instante o engoliu. Tudo de uma vez só! Foi tão ágil e natural que só percebi que meu pau estava doce, quando ela voltou deslizando sua língua lentamente pelo corpo, pela cabeça, de volta pelo corpo, nas bolas. Ajoelhada na minha frente, chupava e lambia, enquanto eu segurava seus cabelos.

— Não estou mais aguentando, quero te comer!

— Não, aqui não.

— Como assim, aqui não?

— Eu quero lá fora, na chuva. Sempre sonhei em trepar debaixo de uma chuva como esta!

Ela era mais maluca que eu imaginava. Pensei que transaríamos ali, na mesa de jantar e ela querendo chuva? Bom, se está na chuva, é para se molhar! E antes que eu pudesse pensar em uma resposta, ela me segurou pelo meu pau e me puxou para fora. Eu tinha de ir, não dava para resistir. Estava, literalmente, em suas mãos!

Mesmo com a chuva, a noite estava quente. Na cozinha, o clima ficou ainda mais quente. Assim que saímos, a chuva parecia mais gelada que de costume. Instintivamente nos abraçamos e nos beijamos para afastar o frio. Estávamos ali, nus, na chuva, sob a luz tênue dos postes, eu e minha professora de culinária. As gotas escorriam por todo nosso corpo, nos abraçávamos tão forte que parecíamos ser um corpo só. Virei-a de costas. Os pelos do meu peito roçavam em seu corpo, eu beijava seu pescoço, acariciava seus seios e a masturbava com a outra mão. Meu pau se encaixava perfeitamente entre suas nádegas, ela rebolava, segurava minha bunda, me fazendo quase perder os sentidos. Começamos a gemer. Ela apoiou suas mãos em qualquer superfície que havia por ali e eu meti. Enfiei o dedo naquele cu e meti com força na buceta, pois não aguentava mais de tesão. Me pau latejava, a buceta dela piscava, nossos corpos tremiam de frio e de tesão ao mesmo tempo. A sensação era incrível. Por um lado, a chuva dura e fria açoitava minhas costas, por outro, aquela buceta quentinha e macia acariciava meu pau. Sua bunda batia em minha pélvis, seus peitos balançavam em minhas mãos. Ela gritava, me chamava de nomes que não repetirei aqui. Eu gemia, emitia sons que não sei como descrever aqui. Ficamos ali, metendo com força por um tempo que nunca foi contado. O balançar de seu corpo simplesmente não permitia que o tempo fosse contado. Não se mede coisas assim. Não conseguíamos nem mudar de posição, tamanha era a intensidade daquele momento. Metíamos com prazer, gritávamos como loucos, nossos corpos se esquentavam enquanto a chuva tentava apaziguar aquele fogo. Meu pau ia e vinha. Todo aquele lindo corpo daquela mulher deliciosa ia e vinha. Íamos e vínhamos juntos. Eu ia, ela voltava, nem sei como sincronizamos nossos movimentos. Gozamos intensamente! Só então percebemos que estávamos na rua. Não havia ninguém passando, mas não podíamos ficar ali para sempre.

Abraçados, voltamos para dentro da cozinha, onde a garrafa de vinho ainda nos esperava. Tomamos uns goles para aquecer o corpo e liberar a alma. Nos olhávamos como cúmplices de um crime perfeito. Ríamos, beijávamos, mas já não tínhamos palavras a dizer um para o outro. Nossa, como ela fica ainda mais gostosa com essa luz daqui! Seu corpo é lindo, ela estava sem maquiagem, seu perfume era apenas o cheiro de um corpo que acabava de explodir de prazer, mesclado com o cheiro macio da chuva. Aquela mulher me deu um tesão que não consigo descrever!

As únicas palavras que ela disse foram: “Você passou no segundo teste!”

E a noite continuou, mas o restante é história para outro conto! Quem sabe um dia eu te conto!

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Conto escrito por UmAutorQualquer.

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  1. Simone Amorim

    Até a metade do conto eu achei quer eram duas mulheres, porque ele não narrou nada no masculino e tem um jeito muito doce de escrever, então imaginei uma mulher delicada e não perdi a vontade de continuar porque ele realmente escreve de forma delicada, mesmo quando diz algo sobre “meu pau”, coisa normal em contos masculinos.
    Muito bom!

  2. Paulo

    Perfeitamente de acordo com a Simone Amorim (lindissimo sorriso). Tambem eu achei que eram duas mulheres, no inicio. Depois, a suavidade e a intensidade foram aumentando e tudo se tornou lindo demais, harmonioso, divino, eu diria. Maravilhoso conto, sim, sem duvida. Muito desejo e muito tesão, mesmo quando sob a chuva fria. Aquele vai e vem à chuva soava a calor, a harmonia musical, a aconchego total, a molho de mel delicioso permitindo-o na perfeição. Amei muito.

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